20080522

Rafael é Maria Letícia

Minha irmã está grávida. Ela e meu cunhado, afobados que só eles, fizeram uma ultrassonografia "por fora" para saber logo o sexo do bebê. Chegaram com a novidade: é Rafael! Desde então, da cor do quarto aos sapatinhos, tudo tem sido feito pensando em Rafael. Mas Rafael, quem diria, é Maria Letícia. E agora vou correndo ali ao shopping center comprar um par de sandalinhas vermelhas e, quem sabe, começar a curtir mais esse negócio de ser tia. Porque eu ainda estava tentando descobrir o que fazer com um menino, mas ainda bem nem preciso mais.

20080516

Quanto chega a sexta-feira

Ao contrário de quase todas as pessoas do mundo, que na quinta-feira já começam a comemorar a chegada do fim de semana e na sexta já acordam contando as horas, na quinta eu começo a lamentar. Porque na sexta à tarde tem 3 horas de aula para os pirralhos. E os pirralhos estão naquela fase que nem são tão mais crianças nem tampouco viraram aborrecentes totalmente. Por incrível que pareça, isso é pior do que a adolescência. Principalmente porque são quase todos fofos e educados e eu fico mais triste ainda por não gostar de dar aula para eles. Mas não são eles é a idade, né? Vamo fazer assim, procurem-me quando tirarem carteira de motorista, tá?

Mas não ligue ainda!

No sábado pela manhã tem mais 3 horas de aula com uma turma de adolescentes de raiz. Abusados, preguiçosos e tudo acham duh, sabe? E todas as características bem pioradas porque, bem, a aula é no sábado de manhã. Novamente, o problema não são eles. Apesar do pânico que passei nas primeiras semanas, agora é todo um relacionamento saudável, talvez porque não há tanto tempo era eu mesma abusada, preguiçosa e tudo achava duh. Mas sábado de manhã, minha gente? Quem merece?

20080514

Little Women

Há tanto tempo que é um dos livros mais queridos e eu nem desconfiava que era porque desde aquela época eu era uma little woman, tentando a todo custo ser outra coisa. Acabei de ler novamente (eu sempre releio os livros mais queridos, sempre), dessa vez na versão original. E chorei tudo de novo. E sorri tudo de novo. Porque tem, sim, toda a carga de moralismo da época, mas é também doce e cheio de amor. Eu termino de ler me sentindo meio Jo (sem o talento, a dedicação e a devoção à família) e querendo ser uma pessoa melhor, o que nunca dá certo (é preciso mais que cerrar meus lábios e um olhar de mãe para controlar o temperamento e a língua). E sabendo que daqui a alguns anos eu o lerei novamente. Os sorrisos e as lágrimas virão, definitivamente, mas qual será então o sentimento no final?

20080506

Programação de Julho

Enviei o formulário preenchido quase no último dia, como era de se esperar. Fiquei ansiosa esperando a data da entrevista. Fiquei ansiosíssima esperando a entrevista. Não deu tempo de ficar mais ansiosa ainda esperando pelo resultado, pois passei o resto do dia resolvendo coisa e quando cheguei em casa a resposta já estava no meu e-mail.

Fui aceita \o/

ou...

Não contem comigo no mês de julho.

Desde o ano passado que estava planejando fazer esse curso. Não é nada barato, mas para alguém que mal começou a dar aulas (ou seja, sem experiência) e não tem nenhuma formação específica é um bom investimento. O peso do certificado ajuda a tirar o dinheiro do bolso e cursos assim ajudam a evitar alguns maus hábitos de sala de aula.

Mas aí no final da entrevista o tutor perguntou o que sabíamos sobre o CELTA e a única coisa que me veio à mente foi 'hard work'. O problema é que depois disso ele enfatizou tanto o hard work que começo a ficar preocupada. Como a pessoa sobreviverá 1 mês inteiro sem pode dizer "ah, amanhã eu faço"?

E como passarei 1 mês sem fazer nada do casamento?

20080504

Maio

Expectativa e muita reza.

20080430

Psi

Todo o drama familiar-profissional do início do ano acabou me levando à terapia. E foi bom, apesar de passar 45 minutos chorando, semanalmente, no primeiro mês. Mas aí a vida começou a voltar ao normal, eu esqueci de ir numa na semana, na outra inventei desculpa de amarelo... aí a psi mesmo me mandou refletir se eu devia continuar. E quando eu disse a ela que não queria mais, ela foi super tranqüila. Claro, falou que tinha uns assuntos mal resolvidos que valeriam a pena ser trabalhados. Mas se não dá, não dá. E ontem foi a última sessão.

Isso me lembra da outra vez que comecei a fazer terapia (há uns 8 anos?) e cerca de 2 meses depois disse à psicóloga que não queria mais. A mulher enlouqueceu, "não podeee pararrr, você está em depressãooo, vou lhe encaminhar para um psiquiatraaa, vou ligar pra sua mãeee". Ligasse? Claro que não. Mas o pior é que ela me deixou anos com aquilo na cabeça. Eu me perguntava se tinha feito certo, se não tinha piorado a situação, às vezes tinha certeza que tinha um problema muito sério.

Mas vê se aquela mulher não podia ter criado um problema muito sério.

20080417

Passou, né?

A parte mais difícil se foi e não era só a decepção dos outros mas o meu próprio sentimnto de "droga, falhei de novo". As primeiras conversas com a psi eram encharcadas de lágrimas. Eu levei quase 2 anos ponderando, sofrendo um pouquinho mais, criando coragem para dizer: não, não quero ser engenheira, obrigada. Talvez tivesse sido mais fácil se fosse há 6 anos - como foi dizer não ao curso de administração. Mas talvez eu não tivesse passado por toda a reflexão que me faz ter certeza da minha escolha.

A parte mais difícil se foi mas ainda é difícil, como sempre é abrir mão de alguns planos, sonhos. Mas o que me tranqüiliza é saber que foi só um adiamento. Eu ainda vou ganhar o mundo (ou visitar boa parte dele, melhor dizendo).

Agora eu já me esqueço da psi de vez em quando (mesmo!) e quando vou lá quero só ficar contando a ela os planos do casório (que continuam de pé, com toda a pompa e circunstância). O corpo todo está mais leve (apesar de fisicamente mais pesado :x) e até a pele começou a melhorar. O trabalho às vezes é chato, cansativo e eu continuo uma preguiçosa procrastinadora, mas eu estou feliz com ele. E estou feliz com mais um monte de cousa. E isso faz um bem incrível.

20080213

Procrastination

Eu lembro dos e-mails que tenho que mandar e penso nas pessoas que deveriam receber esses e-mails e fico muito envergonhada porque parece descaso, mas não é não. Queria dizer que é a mais completa falta de tempo, mas também não é não. Um e-mail, ódeus (ou dois, ou três), o que custa, não é? Mas eu fico sem querer escrever de qualquer jeito (como o post, este) e o tempo vai passando e daqui a pouco passa o assunto e para quê o e-mail mesmo? Não, vou resolver isso. Mas amanhã, que hoje a cabeça dói.

p.s.: Rê, gereba, estou imensamente feliz por ti. Beijo.

20080114

O dia começou bem

Nem precisa mais tirar o laptop da bolsa na hora de passar pelo raio-x(*). Coisas assim me fazem ter fé na humanidade.

(*) Para sempre raio-x me lembrará da bolsa cheia de sapatos na volta de Gramado depois de uma paradinha no outlet da Arezzo em Novo Hamburgo. Eram 4 mulheres soltas naquela loja, imagina o estrago.

20080108

Decadência

Comi os bombons da Planalto que comprei para as pessoas.